Qual chão aguenta o meu descanso?

Nessa conversa, Camila Fontenele compartilha sua investigação poética sobre o corpo gordo. Utilizando a fotografia, o desenho e a escrita como suporte, a artista elabora experimentações acerca da desaparição e aparição, refletindo sobre seus fluxos de deslocamento e as possibilidades de criação de novas paisagens. Em seus estudos, anseia um lugar onde os corpos criam relações de pertencimento.

Palestrante

Camila Fontenele

Camila Fontenele, 1990, São Paulo
É artista visual, pesquisadora e, atualmente, assistente de curadoria da 3ª edição de Frestas – Trienal de Artes “O rio é uma serpente" (2020/2021). Radicada na cidade de Sorocaba, mestranda no programa interdisciplinar de Estudos da Condição Humana na UFSCar e pós-graduada em Cinema, Vídeo e TV: estética da imagem em movimento no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Suas investigações são atravessadas por questões como pertencimento, o corpo gordo atrelado à imagem da baleia como fonte de cura e a possibilidade na criação de fugas e novas paisagens através dos processos de desaparição/aparição. Fez falas públicas, através da iniciativa YVY Mulheres da Imagem, no Centro de Fotografía de Montevideo (2020) e na Canon - Zoom iN Project (2019). Participou da Sp-Foto Viewing Room (2020), da residência Educativa e Artística de Si pela Fundação Iberê Camargo (2020) e da II Residência Memórias Negres-Natives pela CASAMATA (2020). Participa do Núcleo de Estudos de Gênero, Diferenças e Sexualidades – UFSCar. Desenvolveu o projeto Todos Podem Ser Frida (2012 até 2020), qual expôs no Museu da Diversidade Sexual (São Paulo, SP), na Unusual Art Gallery (Caserta, Itália), no Museu da Imigração (São Paulo, SP), na Espacio Gallery (Londres, Inglaterra), etc. Participou de exposições coletivas com a série 'Girls with Curves' (2017): New Femininity na Mutuo Galeria (Barcelona, Espanha), SOLOVE na Casa da Imagem (São Paulo, SP), Distort the Rules na FERi Feminista Galeri (Budapeste, Hungria).

Mediação

Janaú

É poeta e artista-educadora. Mestre em Educação pela UERJ, pesquisa arte, a retomada indígena e as curas possíveis para o trauma colonial em Pindorama.