O mercado de arte e as novas narrativas sobre a arte global e decolonial
Esta palestra abordará a expansão das fronteiras e categorias do mundo da arte a partir, numa perspectiva crítica e à luz de movimentos sociais relacionados à representatividade e que vêm ganhando força recentemente. Qual o peso da origem, identidade e gênero num mundo da arte contemporânea, supostamente global? Como as instituições e o mercado têm participado do processo de revisão de uma história da arte hegemônica e lidado com lacunas e apagamentos em relação a produção de mulheres, negros, povos originários, por exemplo? Que mercados estão se abrindo para essas produções e que novos agentes têm surgido?
Palestrante
Ana Letícia Fialho

Ana Letícia Fialho é gestora cultural, professora e pesquisadora. Atualmente é assessora da Reitoria da Universidade de São Paulo para a área de Museus. Fez o Pós-Doutorado no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, Doutorado em Ciências da Arte e da Linguagem na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais - EHESS/Paris , Mestrado em Gestão Cultural na Universidade de Lyon II e Bacharelado em Direito na UFRGS. Foi Diretora do Departamento de Estratégia Produtiva da Secretaria da Economia da Cultura/Ministério da Cultura de 2016 a 2018, Gerente Executiva e Consultora do Programa Cinema do Brasil entre 2007 e 2019, Consultora em Inteligência Comercial e Coordenadora de Pesquisa do Programa Latitude de 2012 a 2019 e Curadora Executiva do Fórum Permanente de 2007 a 2013. Participou de diversas publicações, entre elas, Sociologia das artes visuais no Brasil (Ed. SENAC, 2012), O valor da obra de arte (Metalivros, 2014); Outras histórias na arte contemporânea (Ed. Paço das Artes, 2016). É co-organizadora, com Leandro Valiati, do Atlas Econômico da Cultura Brasileira (MINC/UFRGS, 2017), finalista ao prêmio Jabuti em 2018
Mediação
Aretha Sadick

Multiartista carioca, manifesta-se por meio da cena como intérprete criadora de imagens na performance, música e tecnologias da palavra, apontando para a urgência na retomada de poder de pessoas trans negras na construção de novas imagens e imaginários para produzir cura.
Foto: Gabriel Sampaio